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REFERÊNCIAS CRÍTICAS

 «Considero José Jorge Letria um dos nomes mais importantes da poesia portuguesa contemporânea (…). Uma poesia dolorosa que reflecte a existência de uma memória particularmente pungente, que lida com temas que são afinal de todas as épocas: o tema do amor, o tema da morte(…). Uma aventura poética da melhor qualidade (…). É um poeta que leu muitos poetas e que soube encontrar uma voz com uma grande autonomia. Uma voz nova, unívoca e absolutamente distinta de outras vozes, que dá a José Jorge Letria um estatuto que é muito raro entre nós. Não tenho qualquer relutância em considerá-lo entre os quatro ou cinco melhores poetas da geração daqueles que terão hoje à volta de quarenta anos.»

Mário Cláudio, em entrevista à RDP, em Novembro de 1989

 

«Um poeta que visa a unidade essencial da criação poética, na sua extrema concentração, e, ao mesmo tempo, defronta o que na existência é multiplicidade e estranheza irredutível e por vezes adversa.»

António Ramos Rosa, Jornal de Letras, 1992

 

«Uma caminhada poética que, nos seus trajectos dominantes, se faz em auto-vigilância (…), em abertura temática e num estilo onde equilibradamente se conjungam pendor reflexivo e sóbria liberdade de metáfora.»

João Rui de Sousa, Jornal de Letras, 1991

 

«Uma lírica de ténues e desencantadas referências ou memórias, num ritmo e numa figuração rigorosos.»

Óscar Lopes e António José Saraiva, História da Literatura Portuguesa (15ª Edição)

 

«Poeta consciente dos poderes e limites do seu ofício, José Jorge Letria, que pratica com saber invulgar uma arte poética singularmente eficaz, mostra-se saudavelmente impaciente em relação a certos poderes que querem controlar, explorar e parasitar a pureza do acto poético. (…) O meu papel é muito simples e muito breve: recomendar-vos, a bem da vossa alegria de ler, a melancolia dos versos de José Jorge Letria. É que se trata de um livro (“O Livro Branco da Melancolia”) que se pode, de boa consciência, recomendar a um público vasto e bem diversificado: os exigentes encontrarão nele alimento que baste, e os menos rodados nas lides de ler poesia também se não sentirão defraudados.»

Eugénio Lisboa, in revista Ler nº51, Verão de 2001

 

«José Jorge Letria indaga das possibilidades humanas da literatura, escrevendo um olhar que (…) nos faz verificar a importância ineludível da sua qualidade poética indesmentível.»

Maria Alzira Seixo, Jornal de Letras, 13 de Setembro de 1995

 

«Há neste livro de José Jorge Letria, editado pela Assírio e Alvim, a certeza de um talento de poeta, mais seguramente realizado a partir de “Os Secretos Sinais”. Um talento a que não falta informação, trabalho, imaginação e exigência. E do qual muito se pode esperar.»

Urbano Tavares Rodrigues, sobre “Mágoas Territoriais”, O Século, Fevereiro de 1973

 

«Au Portugal, écrivans et critiques son nombreux à voir en José Jorge Letria un des meilleurs poètes actuels, ce qui, dans un pays où la tradition poétique et sa renommée n’est plus à démontrer, est de bonne augure. Des noms aussi prestigieux que David Mourão-Ferreira, Mário Cláudio, Óscar Lopes et bien d’autres, ont attiré l’attention du public sur l’originalité et le ton très personnel de cette poésie qui, à maintes reprises, et sur bien des aspects, frôle une hétéronymie, bien nationale elle aussi. José Jorge Letria possède l’art et la manière d’être unique et multiple. Le livre, c’est entendre les voix de ses prédécesseurs les plus originaux, ceux qui ont donné à la poésie portugaise ce ton unique et universel à la fois.»

Poésie 92, Pierre Seghers, nº43, Junho de 1992, Paris

 

«(Na metáfora) reside a quinta-essência do seu trabalho: trabalho sobre linguagem cujo poder de significação ele permanentemente dilata (…). As suas mais recentes produções não fazem senão desenvolver as premissas que permitiram a elaboração dos primeiros textos (…). estas premissas são o ‘ser’ do poeta no mundo e a relação que ele mantém consigo mesmo e com as suas capacidades cognitivas.»

Pierrette e Gérard Chalendar (França), Colóquio / Letras

 

«Nas suas pulsões contraditórias, desgarrada entre eros e tanatos, a paixão de escrever é para José Jorge Letria uma experiência inaudita, no sentido místico do termo, de transgressão dos limites da linguagem, que faz do discurso poético uma incessante entrega verbal, como um orgasmo sem fim. Daí a fascinação a que a leitura nos arrasta, se a ela também nos entregarmos, no cerimonial sagrado de uma celebração.

José Augusto Seabra

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